Google não violou patentes ao usar Java no Android, decide Justiça
08:51
Uma corte distrital da Califórnia decidiu que as APIs (interface de
programação) do Java no Android não são elegíveis de proteção pela lei
de copyrights americana, o que representa uma grande derrota da Oracle em um dos maiores processos da empresa contra a Google.
A decisão foi bem apertada, e foi aplicada apenas às 37 interfaces de
programação de aplicativos Java que a Google era acusada de infringir.
Ainda assim, ela é vista por muitos como uma vitória na indústria de
software, que temia que os desenvolvedores fossem sufocados caso a
Oracle ganhasse a causa.
“Essa decisão não afirma que os pacotes de APIs Java estão livres de
quaisquer licenças”, escreveu o juiz William Alsup. “Não defende que a
estrutura, sequência e organização de todos os programas de computador
possam ser roubadas. Em vez disso, assegura os fatos específicos deste
caso, que os elementos replicados em particular pela Google eram livres
para todos, sob o a lei de copyright.” A Oracle, por sua vez, afirmou
que irá “apelar vigorosamente da decisão”.
A Oracle processou a Google há cerca de dois anos, alegando que o
sistema operacional Android infringia suas patentes do Java, que foram
adquiridas pela empresa quando esta comprou a Sun Microsystems em 2010. O
juri declarou a companhia de Mountain View culpada no começo do mês,
porém a corte entregou apenas um veredito parcial na questão de infração
de copyright. Antes do julgamento dessa semana, a Google enfrentava a
perspectiva de um novo julgamento para decidir a questão.
No entanto, havia uma questão muito maior: as APIs Java podem ser
protegidas pelas leis americanas de direitos autorais? Depois do
julgamento, o júri decidiu que as APIs são funcionais, apenas
utilitários da plataforma Java e, por isso, não são elegíveis de
proteção. Essas APIs são basicamente pequenas palavras e frases que
descrevem funções que um programador pode querer implementar em um
programa Java, como “print screen” ou “encontre a raiz quadrada de”, por
exemplo.
Qualquer um é livre para escrever um código que implemente essas
funções, desde que esse código para a implementação seja original,
afirmou o juiz. O fato de que a Google utilizou os mesmos nomes que a
Oracle optou não necessariamente importa.
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